IE cai, concorrentes sobem

O uso do navegador Internet Explorer caiu de 71,27% em novembro para 68,15% em dezembro entre os internautas, apontou um estudo feito pela consultoria Net Applications. Com a perda de espaço do browser da Microsoft, os principais concorrentes aumentaram suas participações: o Firefox (Mozilla) passou de 21,34% em novembro para 20,78% no mês seguinte; o Safari (Apple) foi de 7,13% para 7,93%; já o Chrome (Google) saiu de 0,83% para 1,04%. A participação do Opera foi mantida em 0,71%.

De acordo com a Net Applications, o período de fim de ano, com feriados, faz os usuários acessarem mais a internet por meio do computador pessoal e de casa, o que estimula a procura por outros navegadores.

Ainda segundo o estudo, a participação do sistema operacional Windows caiu de 89,62% para 88,68% em dezembro, enquanto o rival Mac OS X subiu de 8,87% para 9,63%; permaneceu inalterada a fatia do Linux para desktops, com 0,85%.

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Lei Felca e o Linux: O Código Aberto é Inimigo da Proteção Digital?

Com a chegada da Lei Felca (ECA Digital) em março de 2026, abriu-se um debate acalorado no Brasil: sistemas operacionais abertos, como o Linux, poderiam ser banidos ou restringidos por "facilitarem" o acesso de menores a conteúdos impróprios? Muitos argumentam que a liberdade do root é um risco. Como especialista e entusiasta da computação, eu digo o contrário: O Linux é, tecnicamente, o sistema mais preparado para garantir a conformidade legal sem sacrificar a privacidade. O Mito da "Falta de Controle" A crítica comum é que, por ser aberto, qualquer um pode burlar filtros. No entanto, no Linux, temos ferramentas que o Windows e o macOS sequer oferecem com a mesma granularidade: Módulos PAM (Pluggable Authentication Modules): Podemos criar travas de login no nível do sistema que exigem biometria ou tokens oficiais (como o Gov.br) antes mesmo da interface gráfica carregar. Kernel Namespaces: É possível isolar o navegador de um menor em uma "bolha" de rede (...