A Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, espera que o papel do sistema operacional Linux em seu portfólio de produtos cresça à medida que a importância dos aparelhos com acesso à internet cresce.
O Linux até agora teve pouco sucesso em celulares, mas seu papel está aumentando conforme novos modelos equipados com o sistema chegam ao mercado. O sistema ganhou voto de confiança do Google, que decidiu utilizá-lo para montar sua plataforma móvel Android.
A própria Nokia tem usado o Linux há anos em seus aparelhos de acesso à Internet. "Vamos expandir a linha e acreditamos que o papel do Linux agora crescerá", informou o porta-voz da Nokia Kari Tuutti.
"Será imensamente importante", afirmou o vice-presidente financeiro da Nokia, Rick Simonson, em conferência com investidores, quando questionado sobre o papel dos dispositivos de acesso à Internet baseados em Linux. Ele afirmou que a companhia está desenvolvendo uma nova geração de produtos baseados no sistema, que estão começando a chegar ao mercado.
O segmento de plataformas de software para celulares é liderado pelo S60 da Nokia, criado com base no sistema operacional Symbian. A plataforma lidera com folga o setor diante do Windows Mobile, da Microsoft.
Entretanto, muitos pesos-pesados da indústria, incluindo Vodafone, Motorola, NTT DoCoMo, Samsung Electronics, Huawei e LG Electronics, têm aderido a alianças focadas em Linux.
Lei Felca e o Linux: O Código Aberto é Inimigo da Proteção Digital?
Com a chegada da Lei Felca (ECA Digital) em março de 2026, abriu-se um debate acalorado no Brasil: sistemas operacionais abertos, como o Linux, poderiam ser banidos ou restringidos por "facilitarem" o acesso de menores a conteúdos impróprios? Muitos argumentam que a liberdade do root é um risco. Como especialista e entusiasta da computação, eu digo o contrário: O Linux é, tecnicamente, o sistema mais preparado para garantir a conformidade legal sem sacrificar a privacidade. O Mito da "Falta de Controle" A crítica comum é que, por ser aberto, qualquer um pode burlar filtros. No entanto, no Linux, temos ferramentas que o Windows e o macOS sequer oferecem com a mesma granularidade: Módulos PAM (Pluggable Authentication Modules): Podemos criar travas de login no nível do sistema que exigem biometria ou tokens oficiais (como o Gov.br) antes mesmo da interface gráfica carregar. Kernel Namespaces: É possível isolar o navegador de um menor em uma "bolha" de rede (...
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