A Intel anunciou que já não integra o grupo que está a desenvolver os laptops de baixo custo «XO», baseados no sistema operativo aberto Linux, sendo agora os microprocessadores dos equipamentos da responsabilidade da empresa Advanced Micro Devices, concorrente da Intel.
Segundo o «The New York Times», a Intel referiu que partilha da mesma visão do projecto One Laptop Per Child, na disponibilização de computadores para crianças, mas adiantou que não foi possível a resolução de questão referidas como «filosóficas» com os responsáveis da iniciativa.
Os laptops, designados «XO», estão a ser comercializados pelo One Laptop Per Child a 200 dólares para Governos e Instituições de países em vias de desenvolvimento, depois de o preço inicial ter sido estimado em 100 dólares.
A Intel vai agora comercializar para mercados emergentes os computadores «Classmate PC» a um preço de 300 dólares.
Ja vai tarde ....
Lei Felca e o Linux: O Código Aberto é Inimigo da Proteção Digital?
Com a chegada da Lei Felca (ECA Digital) em março de 2026, abriu-se um debate acalorado no Brasil: sistemas operacionais abertos, como o Linux, poderiam ser banidos ou restringidos por "facilitarem" o acesso de menores a conteúdos impróprios? Muitos argumentam que a liberdade do root é um risco. Como especialista e entusiasta da computação, eu digo o contrário: O Linux é, tecnicamente, o sistema mais preparado para garantir a conformidade legal sem sacrificar a privacidade. O Mito da "Falta de Controle" A crítica comum é que, por ser aberto, qualquer um pode burlar filtros. No entanto, no Linux, temos ferramentas que o Windows e o macOS sequer oferecem com a mesma granularidade: Módulos PAM (Pluggable Authentication Modules): Podemos criar travas de login no nível do sistema que exigem biometria ou tokens oficiais (como o Gov.br) antes mesmo da interface gráfica carregar. Kernel Namespaces: É possível isolar o navegador de um menor em uma "bolha" de rede (...
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